Foi uma quarta-feira muito bem passada. Não ia há mais de 40 anos ao Jardim Botânico, apesar da zona ser das que mais frequento em Lisboa. Rua da Escola Politécnica, Pastelaria Cister, Jardim do Príncipe Real, Rua de S. Pedro de Alcântara, a caminho daqui. E o Jardim Botânico foi ficando sempre para mais tarde.
Desta vez fui lá com a L., à procura do tal poilão que um anónimo referiu num comentário aqui, a propósito das minhas memórias guineenses. Procurei, impliquei um entendido do Jardim que se prontificou a ajudar-me, mas não encontrei poilão algum. Claro que eu não sabia o nome científico e também não sabia se a denominação poilão tinha alguma vez sido usada por estas bandas. Só tinha mesmo as recordações daqueles meus encontros guineenses, repetidos durante dez anos. Não era pouca coisa, para mim, mas indecifráfeis para qualquer outro.
Pois bem, parece-me que poilão não há por ali, mesmo com outro nome. Mas, em compensação, encontrei árvores da borracha inquietantemente fabulosas. Estão logo à entrada e deram aso a uma contemplação a duas vozes. A L. e eu interrogámo-nos sobre de onde nasciam ou para onde iam alguns ramos, se não eram ramos mas sim árvores, e como se tinham dado tais casamentos.
Quanto a mim, interessada desde sempre por lavores femininos (esta expressão tem muito que se lhe diga e será retomada em futuro post) não pude deixar de pensar num crochet, tão na moda actualmente. Ou talvez num macramé.
Afinal não inventamos nada.