Nascida e criada em Lisboa, vivi em Bissau. Gosto dessa terra onde me sinto em casa. Vou tentar mostrar porquê, aos poucos, para que conste.
29 março 2009
Cadeiras
27 março 2009
Máquinas de costura
25 março 2009
Bananas
23 março 2009
Pé de cabaça
19 março 2009
Jagudis
18 março 2009
Nescafé
14 março 2009
Made in


12 março 2009
Mercado Central

(Esta mensagem foi escrita 3 dias antes dos assassinatos do PR e do CEMGFA).
Bissau é uma cidade à minha escala. Isso dá-lhe um ambiente familiar, de quintal de casa de férias, onde nada de muito entusiasmante se passa mas onde os perigos não são também dos maiores. É curioso isto, se se pensar que a instabilidade política está sempre à espreita.
O Mercado Central é um exemplo disso. Nada tem de muito interessante e é a sua pequena dimensão, bem no centro da cidade, que lhe confere importância. Ou conferia porque há alguns anos acordei com a notícia de que o Mercado Central tinha ardido durante a noite.
Desaparecido o último fumo, secas as lágrimas de quem tinha perdido toda a mercadoria (sobretudo castanha de caju e artesanato) o assunto resolveu-se da forma mais simples: os vendedores passaram do interior para o passeio em frente e lá improvisaram as necessárias bancas. Uma grande bagunça invadiu a rua mas não é isso próprio de todas as ruas à volta de mercados?
Passados os anos, tudo se mantém tal e qual. Chegou-se a falar que Portugal pagaria a reabilitação mas afinal há dias soube que vai ser o Banco Africano de Desenvolvimento o financiador. Alegrei-me até ontem, quando me contaram que está prevista a construção de lojas sobre o mercado e que o edifício terá quatro andares. Irá então virar Centro Comercial como este?
Todo o centro de Bissau vai ser irremediavelmente afectado por um crime urbanístico deste calibre. Para a desgraça ser completa só ficará a faltar arrancarem as mangueiras da zona (algumas já o foram).
Já não me bastava a raiva com o que vejo fazer em Lisboa. Agora tenho duas cidades para me fazerem sofrer.

11 março 2009
Esperança

08 março 2009
Aziz
