Houve várias durante esta visita a mais um dia de obra. Os veraneantes ainda abundam por lá o que tem abalado o seu ritmo. Há que poupar quem passa por aqui as suas férias. A largura da rua, concordante com a da casa, faz com que qualquer descarregamento de material provoque o corte do trânsito. Convém não hostilizar os vizinhos.Tudo isto para dizer que a época foi muito mal escolhida para o início da obra. Já o sabia mas a impaciência foi demasiado grande.
Mesmo assim, o Sr. F. lá foi trabalhar um dia. E muito se faz num dia quando a casa é tão pequena. É um dos perigos pois asneira, num dia pode começar e chegar ao fim. E é difícil mandar deitar abaixo.
O arco que liga o corredor ao quarto foi refeito segundo a velha tradição. Não estava previsto no projecto. Tudo bem desde que a cama lá caiba. Gosto pouco de arcos e portanto só espero que este não fique com ar de novo. Mas como lhe hei-de dizer isso? Pedir-lhe que faça o rebouco trapalhão? Creio bem que voltarei muita vez a este assunto do rebouco que acho inquietante. É aquilo de que mais gosto nas paredes antigas mas neste caso teve que ir à vida, por completo. E não sei como se faz de novo sem que fique com aquele aspecto agreste das paredes novas.
Por agora a casa está bonita, toda descascada, e tive direito a algumas alegres surpresas: o tecto da futura casa de banho mostrou-se no seu melhor e a velha cisterna, cuja abertura se temia, fora já cheia de pedras durante anterior obra de vizinho. Assunto arrumado.
O Sr. F. mostra-se maravilhado com a arte de quem construiu. Deleita-se com a forma como os tijolos foram colocados no tecto do corredor. Explicou-me as vantagens da técnica e eu acreditei.
Mas é bom vê-lo reconhecer qualidades onde outro qualquer só veria demolição urgente.